sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mãe Preta fala aos filho: Vida plena de poder!





Mãe Preta fala aos filho: Vida plena de poder!

“E tu, minha doce criança
Agora que consigo enxergar-te
E conseguimos ser dois e não mais um
Entendo a dor e o pedido de socorro por trás das tuas atitudes
Posso ver o quanto tens medo
Medo de ser desrespeitada e rejeitada
Medo de depender de si mesma
Prometo cuidar de você e não mais julgar-te. ”
Tbc


É doce o vento, é minha gente! É doce o cheiro dessa mata, desse arvoredo. Como é doce a vida crua, a terra molhada embaixo do pé, a energia das montanhas e das matas, o frescor da água e a suavidade do vento. Nóis ama olhar as estrelas e ver a imensidão do universo. Quantos sóis, quantos planetas nessa imensidão, nesse azulão. E nóis aqui embaixo contribuindo com a nossa energia, com o nosso pensamento, com a nossa fé. Somos todos anéis dessa corrente de vida. Eu agora to aqui, mas logo mais posso ir. Pruque eu sou fia do universo. Sou uma fia amada do universo. Sou uma fia adorada, querida e merecedora do mior que existe, uai. Eu acredito no mior, acredito em todas as soluções, acredito na força que rege o movimento das estrelas, que faz a semente de girassol germinar, que faz o pé de couve verde crescer. Eu agora abro as portas da confiança do meu coração e permito à generosidade dos céus e da Terra me abençoar, invadir-me e levar sua vitalidade e abundância pra todas as áreas da minha vida. Os fios da Terra, dessa Terra amada e bendita, são muito amados. É hora de nóis aceitar e receber as bênçãos da vida, pruque elas tão aí pra qualquer um. Qualquer um é merecedor a qualquer hora. Nóis pede apenas uma única coisa: que ocê se perdoe e se abençoe. Pruque ninguém culpa ocê, a não ser ocê mesma. Declare seu merecimento de ser feliz, de receber amor e sucesso. Ocê é digna de ser amada com as porquera que tem. Ocê tumbém, meu fio.
- Aí, Mãe Preta, a coisa parece tão difícil pra mim. Tudo dá errado. As portas não se abrem.
- Tem alguma crença por trás que ta impedindo as coisa fluir, meu fio.
- Não sei, não, Mãe Preta. O que poderia ser?
- Como que ta esse coração? Quem é que ta trancando ele no passado?
- Meu Pai, Mãe Preta, ele foi injusto comigo e meus irmãos.
- Uai, meu neguinho, num falei. Tem uma parte da sua consciência que ta ferida. É bão ocê cumeçar a cuidar dessa ferida, pruque ela ta mandando sinal pro universo: Eu sou um injustiçado, uma vítima. E quando ocê afirma isso, o universo trata de trazer exatamente o que ocê ta pedindo.
- Mas eu não afirmo isso, Mãe Preta.
- Ocê num afirma, mas sente, meu fio. E as forças da vida trabalham respondendo aos seus sentimentos. Elas vão trazer situações e pessoas que lhe mostrem a ferida aberta dentro de ocê. Ocê tem que voltar sua atenção pra dentro e cumeçar a pedir perdão a si mesmo por ter se abandonado. Minha Nossa Senhora do Caravajo, meu Santo Antônio e São Cristóvão. Meu São Bento e São Cosme Damião. Como é grande o abandono de si nessa terra de Santa Cruz. Esse povo precisa dedicar tempo pro silêncio interior, pro encontro consigo mesmo, uai. Só desse jeito nóis vai conseguir curar as dores dessas almas penadas, uai. Ocê tumbém, minha fia. Num acha que eu to falando do outro, não. Cumeça a zoiá pra dentro de ocê antes que sobre pro seu lado, pruque aí dentro tumbém tem uma criancinha sozinha, necessitando ser amada, necessitando ter seus sentimentos validados e compreendidos. Eu Sou Preta, uma nega preta, sem-vergonha e sem nenhum dente na boca, mas disso eu aprendi. Aprendi que ninguém vai a lugar algum se não dedicar tempo pro silêncio da alma, pra meditação, uai. Só assim ocê vai conseguir olhar o diamante que ocê é e conseguir curar sua criança interior ferida.
Mãe Preta se dispedi dizando: muita paz!
http://casadamaepreta.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Muito bom o blog, irei visitar sempre. Muito obrigada por adicionar o www.saudecomciencia.com nos "links de luz"
    ;)

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